A ditadura do propósito



Me parece que trabalhar com propósito está virando sinônimo de status. Muito cuidado com isso! Se antes o dinheiro era uma forma de reconhecimento, hoje o propósito também se tornou uma maneira de ser aceito e valorizado. Ainda estamos buscando sermos valorizados externamente por nossas conquistas, olhando para fora, desesperados por mais uma estrelinha no boletim.

Segue sendo de fora para dentro.

Na busca de sermos amados por termos um trabalho com propósito, acabamos nos agarrando a ideias legais e bonitas, que não refletem nosso interno. Ou estamos tão fixados nessa ideia que não nos abrimos para criar mais livremente, sem a pressão de “tenho que acertar”.

A supervalorização do propósito tem nos afastado de criar uma vida com real sentido, de dentro para fora.

Aceite que você não sabe que trabalho te faria feliz e traria impacto positivo pro mundo. Tá tudo bem. Isso já é um primeiro passo importante. Não saber nos abre para as infinitas possibilidades. . Esteja curioso com o que chama sua atenção, com o que enlaça seu interesse, com o que aviva seus talentos.

Comprometa-se em deixar para trás a ideia de agradar os outros e firme-se em ser quem você é.

Não deixe de caminhar. Mesmo que não saiba para onde ir, caminhe.

Erre, descubra que aquele não era o caminho. Ótimo, saber o que não é faz com que você se aproxime do que é.

Esteja perto de pessoas que te inspiram. “Você é a média das cinco pessoas com quem mais convive”, disse o empreendedor e autor Jim Rohn.

Desista da ideia de encontrar algo que você fará para sempre. Foque em algo que te deixe vivo hoje.

Escolha ser você. O resto é consequência.


#propósito #ditaduradopropósito #ser

0 comentário

Posts recentes

Ver tudo

Tenho precisado perseverar para seguir criando depois de parir. Minha mente diz: já tá bom. “Já é grandioso o suficiente, pode parar, tá maneiro. Você não vai dar conta de sustentar atenção pra a cria

Quase 11 meses de filha no mundo e eu começo a voltar ao trabalho. Foram períodos de profundezas e eu, amiga delas, aprendi a não me apressar pra saber pra onde ir, mesmo cheia de desejo de só ir. O m

A tal da maternidade real. Escancarada assim, com leite vazado, cabelo vomitado, dente não escovado. E ainda assim, (às vezes,) sorriso de olheira a olheira. Pra quê escancarar a realidade assim, tão