vidas indígenas, causa global



mulheres Kayapó fotografadas por Helena Cooper

Muito escuto que precisamos de “novos” paradigmas para seguirmos vivos na Terra. Horizontalidade, relação de cuidado com a terra, plantas e animais, espiritualidade e rituais, saúde a partir da relação com as plantas.


O quão novo é isso?


Os saberes indígenas ancestrais já apontam para essa conexão há milhares de anos. Nós, “civilizados”, que estamos percebendo que nossa maneira de viver já não cuida de nossas necessidades e anseios. Estamos precisando aprender um outro modo de vida.


Charles Eisenstein conta, em seu livro “O Mundo Mais Bonito que Nossos Corações Sabem Ser Possível”: “Conversando com o índio Lakota Aloysius Weasel Bear (guardião da medicina ancestral Sioux e tataraneto do chefe Touro Sentado), ele me contou que certa vez perguntou a seu avô: “Vovô, o homem branco está destruindo tudo, não devíamos impedi-los?” Seu avô respondeu: “Não é necessário. Nós resistiremos. Eles serão derrotados pela própria esperteza.” “


Segundo o autor, a História da Separação carrega as sementes de sua própria derrocada e o papel dos povos indígenas é ser o que são. “Eles mantêm vivo algo que o planeta e a comunidade de todos os seres precisa.”


Hoje, no Brasil, as comunidades indígenas estão sob sério risco. O Estado claramente se posiciona contra os direitos dos povos indígenas. Desmonte da FUNAI, invasões de terras indígenas, perseguição aos envolvidos com a causa e expressão deliberada de racismo por parte do governo.


A proteção dos povos indígenas vai além de cuidar dessas pessoas (o que por si só já seria mais do que suficiente). É a defesa pelo meio ambiente, pela Floresta Amazônica pelos saberes ancestrais, por aqueles que sabem viver em comunhão com a terra e o espírito.


Essa causa é urgente. É de todxs nós. Do mundo todo.

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